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Quando os animais de estimação também ajudam a curar

Quando os animais de estimação também ajudam a curar

Fazem companhia e são fonte de muita diversão, mas os animais também podem ser poderosos agentes de cura.

São muitos os motivos que levam alguém a querer ter animais de estimação. A companhia que fazem e o carinho que oferecem sem esperar nada em troca são algumas das razões que costumam ser invocadas. Mas também há quem busque nos amigos de quatro patas um apoio terapêutico para resolver desequilíbrios ou problemas de saúde. Foi isso precisamente que levou Maria Purificação a convencer a família a acolher um cão há alguns anos. A filha, na altura com 8 anos, era muito rebelde e fonte de grande preocupação para todos, o que motivou uma consulta de Psicologia. Como parte da solução, a profissional de saúde recomendou a adopção de um animal de estimação. Segundo Maria Purificação, o principal objectivo era o de “a levar a ser mais responsável e organizada”. Foi assim que o cão Astérix passou a integrar a família, ocupando um lugar de relevo no coração de todos. De tal maneira que acabou por vir a ser até uma importante ajuda para a própria Maria Purificação, quando mais tarde enfrentou uma depressão: “Levou-me a reagir e a combater a doença, pois eu tinha de tratar da comida dele e levá-lo à rua, além de que me sentia sempre acompanhada, pois passava o tempo comigo, deitado ao lado das minhas pernas.”

O papel do pequeno Astérix nesta casa foi idêntico ao que muitos animais em todo o mundo desempenham junto dos seus donos. Dependendo das situações, podem funcionar como autênticos agentes de cura, contribuindo para a melhoria de algumas doenças ou regulação de distúrbios emocionais. Isso mesmo é confirmado pela psicóloga clínica Patrícia Marques, segundo a qual, “os animais de estimação poderão ter um efeito terapêutico num largo espectro de perturbações e em diferentes contextos”.


Relação simples e baseado no amor
Mas na prática, como é que um animal pode ajudar a curar? Patrícia Marques explica que “o facto de os animais de estimação proporcionarem uma relação sem juízos de valor ou discriminação baseados na aparência ou postura pode levar a que pessoas com dificuldades ao nível da autoestima ou autoimagem - decorrentes de problemas físicos, psicológicos ou de ordem social - se sintam aceites tal como são”. “É uma relação descomplicada, ali não precisamos de usar filtros ou máscaras e podemos pôr de lado a preocupação de agradar o outro ou de evitar desacordos”, continua, lembrando que “o animal de estimação vai aceitar-nos tal como somos”. Com efeito, “mesmo após situações em que nos zangamos com eles ou impomos regras, não tardará a que voltem à brincadeira e ao contacto físico”. Esta simplicidade na relação, baseada na aceitação e no afecto, “renova a esperança na nossa relação com os outros e com o mundo”, o que acaba por ser benéfico para a saúde física e mental.


Terapia Assistida por Animais
Por se confirmar esta ligação única e desprovida da necessidade de comunicação verbal foi desenvolvida a Terapia Assistida por Animais (TAA), assumindo grande importância em diversos contextos. Trata-se de uma intervenção levada a cabo por profissionais com conhecimentos especializados, sendo devidamente planeada com base em objectivos a atingir. Nesta terapia, os animais – que podem ser cavalos, golfinhos, cães, burros, entre outros - são parte integrante do processo de tratamento. De acordo com Patrícia Marques, a TAA é sobretudo utilizada em casos de autismo, paralisia cerebral ou perturbações do foro intelectual, físico ou emocional. “Esta interacção permite sair do mundo interno e treinar as competências sociais, a regulação das emoções, o desenvolvimento da psicomotricidade e a melhoria da autoestima”, enumera.


Os animais e a depressão

Uma das perturbações em que a TAA acaba por ter um maior efeito positivo é na depressão. A profissional explica que nesta situação “ocorre um desinvestimento sobre si mesmo, nomeadamente em situações mais graves que podem levar a descuidar a higiene e a alimentação, bem como à falta de vontade e interesse na relação com o mundo”. À semelhança do que foi notado por Maria Purificação, a psicóloga sublinha que a presença do animal vai “exigir a responsabilidade de cuidar e tratar, o que obrigará a agir e interagir; levando a sair de casa para o ir passear, no caso dos cães, o que promove o contacto com outras pessoas e o exercício físico”.

As vantagens no tratamento da depressão não se ficam por aqui, revelando-se até muito valiosas em casos extremos: “Pode ter um efeito dissuasor em relação a pensamentos de suicídio, dado haver a consciência que o animal depende de nós.” Além disso, sabe-se que o acto de brincar – neste caso com animais – “estimula a produção de dopamina e serotonina, o que contribui para a diminuição do stresse e ansiedade, ajudando muito em casos de medo, ansiedade ou até de hiperactividade”.


Proteger os que nos protegem
Os benefícios de ter um animal de estimação manifestam-se em todas as idades. Patrícia Marques salienta que os mais novos desenvolvem não só “a responsabilidade e o dever”, como também o “sentido de organização e a importância da rotina ou horários consistentes”. Aos jovens “exige que se descentrem de si mesmos, das suas necessidades e caprichos e se foquem num outro ser”. Por seu turno, “na vida adulta são um importante suporte em casos de isolamento social, minimizando sentimentos de solidão e vazio, trazendo uma maior sensação de segurança.”
Mas para que a família desfrute plenamente do seu animal doméstico, deve cuidá-lo como se de um elemento do agregado se tratasse. Tal implica idas frequentes ao veterinário, vacinação, bem como outros cuidados específicos, o que implica despesas extra. Para ajudar a contornar a situação, a MAPFRE Seguros criou o seguro NET ANIMAIS DOMÉSTICOS, que permite reduzir até 50% no valor das consultas no veterinário, bem como poupanças de pelo menos 30% em vacinas, serviços de desparasitação, esterilização, pet sitting, tosquias, alimentação ou transporte.
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