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viagens com crianças com Síndrome de Down

Conselhos para viagens com crianças com Síndrome de Down

Podemos pensar que devemos ter algum tipo de precaução especial ao viajar com crianças com Síndrome de Down. Na verdade, isso não é assim. A Síndrome de Down não é um impedimento para viajar de carro ou para que a viagem seja o mais normal possível, já que são crianças normais, cada uma com as suas características específicas.

Cada criança é um mundo, e no caso das crianças com Síndrome de Down, existem muitas informações, e as diversas associações, como a Down Espanha, trabalham intensamente para que todos conheçam melhor o dia a dia estas crianças.

Mas existe ao mesmo tempo um verdadeiro desconhecimento geral da sociedade, o que pode fazer levar a suposições erradas. A realidade é que as barreiras para as crianças com Síndrome de Down são menos do que poderíamos pensar.

As crianças com Síndrome de Down podem ter também, necessidades especiais

Partindo do pressuposto que uma criança com síndrome de Down é uma criança normal em qualquer situação do seu dia a dia, e pode realizar tarefas, jogar, ou relacionar-se de forma normal, é possível que tenha necessidades especiais. Nesses casos sim, temos que ter atenção ao que é necessário para a criança. Mas, insistimos, uma coisa não implica necessariamente a outra: há crianças com Síndrome de Down que não têm necessidades especiais.

Tal como refere Agustín Matía, presidente da Associação Down Espanha, em relação às precauções especiais a ter em conta quando se viaja com crianças com Síndrome de Down, não há “nenhuma que se destaque. As limitações de uma pessoa com Síndrome de Down são, principalmente, do tipo intelectual. Tendo o cuidado de fazer com que a criança compreenda os mecanismos básicos do veículo (portas e vidros, por exemplo) deverá ser suficiente”.

Muitas destas crianças nascem com cardiopatias, muitas vezes há que ter os cuidados necessários pós-cirúrgicos, caso precise, para que a criança viaje corretamente e de forma segura na sua cadeira adaptada. Agustín recomenda “considerar a ação em função da sua situação clínica específica, e não tanto pela Síndrome de Down que seria a exceção. Consideramos de muito maior risco não levar o cinto do que os problemas que possa provocar na criança”.

Recomendamos a leitura do nosso artigo específico sobre as cadeiras auto para crianças com necessidades especiais, onde falamos dos tipos de cadeiras auto para crianças com necessidades especiais e algumas recomendações.

No caso da criança ter que se submetere a uma cirurgia, é preciso consultar o cirurgião sobre o uso do SRC, e é muito recomendável viajar no sentido contrário à marcha para minimizar a pressão do arnês no seu peito.

Outra necessidade especial que pode surgir, é quando o bebé tem menos musculatura do que é o normal, ou tem o pescoço mais sensível. Nestes casos, é aconselhável viajar mais tempo no sentido contrário à marcha, até que atinja um peso que permita um melhor desenvolvimento da musculatura. “Partir da base que, mesmo com atraso em relação à população em geral, as crianças com Síndrome de Down conseguem o controlo cefálico muito antes do que possamos ter dúvida. Portanto, é o seu tamamho e peso que determinam quando mudar, mais do que a idade”, como explica Matía.

Tenha em conta que cada caso é um caso.  E que há crianças que podem ter necessidades especiais. Mas é muito possível que a criança não tenha qualquer necessidade especial e, portanto, pode viajar exatamente da mesma forma que qualquer outra criança, aborrecida da mesma forma que qualquer criança, e precisando do descanso periódico como qualquer outra criança.

Não podemos terminar este artigo sem mencionar o transporte das crianças de autocarro escolar ou público, porque em vez de pensar em ações especiais, “devemos ter as mesmas recomendações e orientação da Educação Rodoviária para o resto da população e, assim, prevenir acidentes. São os mesmos conselhos que damos para as outras crianças: sentados, com cinto, etc., assegurar que as instruções sejam compreensíveis e confirmar que as entendem”.

Agradecemos à Associação Down Espanha pelo seu tempo e trabalho em relação a estes assuntos tão importantes.