A Red Ibérica e a escolha de Cáceres
A Fundación MAPFRE escolheu Cáceres como sede da Red Ibérica. Desde logo, esta iniciativa pretende apoiar e revitalizar as fundações de Espanha e Portugal.
Desta forma, queremos ajudar estas instituições a potenciar o seu património cultural. Além disso, procuramos fortalecer os seus projetos sociais e reforçar a sua atividade fundacional. Além disso, através da Rede, oferecemos assessoria, acompanhamento e todo o apoio necessário. Deste modo, queremos multiplicar a sua presença, dinamizar as suas atividades e aumentar o reconhecimento junto dos cidadãos.
Objetivos e público do projeto
O projeto dirige-se a fundações com um forte vínculo local ou regional, em Portugal e Espanha. Muitas vezes, estas entidades trabalham para o desenvolvimento das suas comunidades, sobretudo em áreas rurais e com menor população.
Nestes contextos, representam um elemento estrutural essencial para o desenvolvimento social, educativo e cultural.
Importa referir que cada fundação manterá a sua independência. No entanto passará a integrar esta Rede, beneficiando de capacidades comuns. Adicionalmente, terá também acesso a recursos financeiros, tecnológicos e organizacionais que disponibilizaremos, seja através de meios próprios, seja com o apoio pro bono de outras organizações e empresas que se queiram juntar a esta iniciativa.
Assinatura do protocolo
O Protocolo foi assinado dia 23 de março por María Guardiola, presidente da Junta da Extremadura; Rafael Mateos, presidente da Câmara de Cáceres; mons. Jesús Pulido Arriero, bispo da Diocese de Coria‑Cáceres; e Antonio Huertas, presidente da Fundación Mapfre. Com este passo permite-nos iniciar a definição do desenvolvimento da futura sede da Red Ibérica, que ficará instalada no conjunto arquitetónico da Praça de San Jorge, em Cáceres.
Um espaço aberto à comunidade
Esta sede será, além de um ponto de encontro para todas as fundações dos dois países. Será igualmente um espaço aberto a toda a sociedade extremenha. Assim, contará com atividades culturais, sociais e educativas.
O centro representa um investimento inicial superior a 7 milhões de euros por parte da Fundación Mapfre. A inauguração está prevista 2028. A partir desta data a sede funcionará como o núcleo e a casa comum de todas as fundações que integram o projeto.
María Guardiola sublinhou que “este Protocolo é um exemplo de como uma grande fundação, as instituições e a Igreja podem trabalhar juntas, respeitando as suas competências e missões, para servir melhor o interesse geral. Que Cáceres seja a cidade escolhida como sede da Red Ibérica é motivo de grande orgulho. Não estamos apenas a tomar uma decisão técnica; estamos a demonstrar confiança na cidade, nas suas pessoas e na sua capacidade para se tornar um ponto de referência para apoiar pequenas e médias fundações de Espanha e Portugal.”
O presidente da Fundación MAPFRE, Antonio Huertas, acrescentou que, “com a escolha de Cáceres como sede, estamos a transformar a cidade na capital da Rota da Prata das fundações, o epicentro da Rede. A Fundación Mapfre quer contribuir para proteger o património, desenvolver um programa de atividades aberto à sociedade extremenha e promover o crescimento da economia local, ampliando-o ao conjunto da comunidade da fronteira hispano‑portuguesa, como grande projeto ibérico.”
A sede como ponto de encontro e dinamização social
Simultaneamente, o projeto contará também com uma subsede em Portugal. Com Cáceres, a Fundación Mapfre passa a ter a sua terceira sede em Espanha, juntando-se às atuais instalações de Madrid e Barcelona.
Apoiar o modelo fundacional como eixo do território rural
A Red Ibérica nasce do reconhecimento de que muitas fundações da Península Ibérica, enfrentam limitações no seu funcionamento. Estas restrições, condicionam a plena realização dos seus projetos, sobretudo em zonas de menor densidade populacional. Assim, sem fins lucrativos e respeitando a autonomia de cada entidade, queremos oferecer um programa multidisciplinar que apoie os processos de transformação necessários. Paralelamente pretendemos reforçar a sustentabilidade presente e futura destas instituições e aumentar a sua capacidade de gerar valor local, precisamente onde o impacto social pode ser maior.



